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Lençóis Maranhenses

Lençóis Maranhenses recebem título de Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco

Lençóis Maranhenses recebem título de Patrimônio Natural da Humanidade pela Unesco

Em 26 de julho de 2024, durante cerimônia em Nova Déli, na Índia, o comitê da Unesco confirmou o que moradores e visitantes dos Lençóis Maranhenses já sabiam: o Parque Nacional é um patrimônio de valor excepcional. O título de Patrimônio Natural da Humanidade colocou oficialmente o destino maranhense ao lado de outros seis lugares reconhecidos naquele ciclo de avaliação, entre eles o deserto de Badain Jaran, na China, e a gruta de Vjetrenica, na Bósnia e Herzegovina.

A disputa não foi pequena. Vinte e sete candidatos, divididos entre bens naturais, culturais e mistos, concorreram ao reconhecimento naquele ano. Os Lençóis Maranhenses foram avaliados na categoria natural, justamente a que exige o padrão mais rigoroso de originalidade geológica e biológica.

Um cenário sem equivalente

O parque ocupa cerca de 155 mil hectares, área comparável ao tamanho da cidade de São Paulo, o que faz dele o maior campo de dunas contínuo da América do Sul. As dunas brancas que dão nome ao parque formam um relevo ondulado e móvel, moldado pelo vento, que não se repete em nenhum outro ponto do planeta com a mesma escala.

Dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses vistas de cima
As lagoas sazonais entre as dunas surgem no período chuvoso e são um dos atrativos mais fotografados do parque.

Entre janeiro e junho, a água da chuva se acumula nos vales entre as dunas e forma lagoas de água doce, de tons que vão do azul ao verde esmeralda. É esse contraste, areia branca e água cristalina, que sustenta boa parte do apelo turístico da região e, por consequência, o interesse crescente por imóveis no entorno.

O que pesou na decisão da Unesco

O título de Patrimônio Natural da Humanidade não avalia apenas paisagem. Biodiversidade animal e vegetal, formação geológica e, principalmente, o histórico de conservação e respeito às comunidades locais entram na análise do comitê. Por isso, o reconhecimento também funciona como um selo de que a gestão ambiental da região está no caminho certo, algo que o comitê reavalia periodicamente mesmo em destinos já consagrados.

Segundo dados do ICMBio, o instituto que administra o parque, os Lençóis Maranhenses receberam mais de 408 mil visitas somente em 2023, número que tende a crescer ainda mais com a chancela internacional. Após o anúncio, o governador do Maranhão, Carlos Brandão, destacou que o título deve impulsionar o turismo, fortalecer as ações de preservação e ampliar a geração de emprego e renda no estado.

O que isso significa para quem investe na região

Para o mercado imobiliário do litoral maranhense, o selo da Unesco funciona como um acelerador de demanda. Destinos com reconhecimento internacional atraem fluxo turístico mais estável, o que sustenta a valorização de empreendimentos bem localizados em cidades como Barreirinhas e Santo Amaro. Investir perto de um patrimônio mundial reconhecido é apostar em um ativo que dificilmente perde relevância, porque a proteção ambiental do parque agora tem também um compromisso internacional por trás.

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